"Cruzando o tempo daqui se vê
Muito negreiro vendendo o que
Traz escondido em seu mal querer
Áfricos, tráficos, vida e ser
Varando as ondas escuto a dor
Feito um lamento: ai, meu Senhor!
Onde a razão trata do furor
Canta a vingança da clara dor
Por todo mar, liberdade
Há muito tom de verdade
Cada lugar do oceano
Faz onda como desejar
Todo escravo é desejo a fim
De espaço aberto de além de si
Vive na espera de ser feliz
Na volta à terra de seu país
Toda corrente é quimera só
De quem pretende guardar a nó
A força viva de um ser menor
À força, a vida de um ser melhor
Todo negreiro é navio mercê
De muitas ondas de outro querer
Quem prende alguém a qualquer dever
Torna-se escravo até sem saber
Quem é mais livre, corrente ou pé
Mordaça ou voz, sombra ou luz até
Eis o silêncio, a resposta é:
Livre é quem vive de fé em fé"
Gladir Cabral
"Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido." I Co 13.12
sábado, 11 de junho de 2011
terça-feira, 31 de maio de 2011
Respirar
Venha sobre a confusão dos pensamentos,
Sobre a sua letargia,
E os transforme.
Sustente o que resta
E faça brotar vida no ermo,
Luz no escuro.
Venha a Alegria que afoga o torpor!
Anseio pelo dia em que chegarei
Na curva deste caminho...
Respirar e caminhar.
Ir mais à frente,
Até chegar lá.
Sobre a sua letargia,
E os transforme.
Sustente o que resta
E faça brotar vida no ermo,
Luz no escuro.
Venha a Alegria que afoga o torpor!
Anseio pelo dia em que chegarei
Na curva deste caminho...
Respirar e caminhar.
Ir mais à frente,
Até chegar lá.
quinta-feira, 26 de maio de 2011
Sentido torto
Que sentido há na satisfação com a tristeza alheia?
Ou na tristeza com a satisfação que não é a sua?
No coração se encontram uns sentidos entortados,
Vivendo o que é mentiroso...
Ilusório,
Ilógico.
Deixa a porfia!
Deixa o orgulho!
Deixa a tolice!
Senão eles te subjugam.
Te reduzem ao seu capricho,
Te adotam e te afagam piedosamente.
Pra sempre.
Ou na tristeza com a satisfação que não é a sua?
No coração se encontram uns sentidos entortados,
Vivendo o que é mentiroso...
Ilusório,
Ilógico.
Deixa a porfia!
Deixa o orgulho!
Deixa a tolice!
Senão eles te subjugam.
Te reduzem ao seu capricho,
Te adotam e te afagam piedosamente.
Pra sempre.
quarta-feira, 27 de abril de 2011
A força da minha vida
"A força da minha vida é o Senhor
de quem me recearei?
Se uma guerra contra mim se levantar
Ainda assim, nele eu confiarei
O meu coração tem ouvido o Senhor dizer
Venha e fale comigo, filho meu
E então, o meu coração responde:
Senhor, estou indo, guia-me por este caminho estreito
A minha alegria é o Senhor
que conheceu minha alma e não me desprezou
Esperando neste Deus que me fortalecerá
vencerei até o que for mais forte do que eu
O meu coração tem ouvido o Senhor dizer
Venha e fale comigo, filho meu
E então, o meu coração responde:
Senhor, estou indo, guia-me por este estreito caminho
E antes eu nem sequer podia andar
mas Jesus o tornou largo o suficiente
para eu passar"
Silvia Mendonça
de quem me recearei?
Se uma guerra contra mim se levantar
Ainda assim, nele eu confiarei
O meu coração tem ouvido o Senhor dizer
Venha e fale comigo, filho meu
E então, o meu coração responde:
Senhor, estou indo, guia-me por este caminho estreito
A minha alegria é o Senhor
que conheceu minha alma e não me desprezou
Esperando neste Deus que me fortalecerá
vencerei até o que for mais forte do que eu
O meu coração tem ouvido o Senhor dizer
Venha e fale comigo, filho meu
E então, o meu coração responde:
Senhor, estou indo, guia-me por este estreito caminho
E antes eu nem sequer podia andar
mas Jesus o tornou largo o suficiente
para eu passar"
Silvia Mendonça
quarta-feira, 20 de abril de 2011
Proteção
Hoje estou feliz!
Ele me respondeu outra vez.
Há um Rio aqui dentro,
Que se faz um monte de versos perfeitos.
Não sei como dizê-los.
Eles estão de um jeito silenciosos
E a um tempo insistentes, como o canto dos pássaros logo cedo,
Me convencendo e me convocando à Alegria.
Sua cadência é perfeita. Confio.
Meus olhos se abrem,
Aos poucos.
A claridade é muito grande.
Ele cuida de mim.
Não me conta tudo, ainda...
Como sou feliz quando sua brisa está aqui...
Ele me respondeu outra vez.
Há um Rio aqui dentro,
Que se faz um monte de versos perfeitos.
Não sei como dizê-los.
Eles estão de um jeito silenciosos
E a um tempo insistentes, como o canto dos pássaros logo cedo,
Me convencendo e me convocando à Alegria.
Sua cadência é perfeita. Confio.
Meus olhos se abrem,
Aos poucos.
A claridade é muito grande.
Ele cuida de mim.
Não me conta tudo, ainda...
Como sou feliz quando sua brisa está aqui...
domingo, 17 de abril de 2011
Terra
"Moro num cantinho pequeninho do universo
Feito de areia, de montanha e mar aberto
Perto de um riacho onde canta o bem-te-vi.
Os meus irmãozinhos são também pequenininhos,
São da cor da terra, brancos, negros, marrozinhos,
Todos tão morenos como a cor do açaí.
Pisca uma estrela toda apaixonada
Pela nossa Terra tão iluminada
Riso de uma lua, brilho de um mar azul.
Terra, minha linda Terra,
Vejo da janela arredondada como és bela,
Terra, leva-me pra passear.
Terra, minha linda Terra,
Quando cai a chuva cada gota te perfuma.
Terra, quero tanto te abraçar."
Gladir Cabral
http://www.gladircabral.com.br/2011/04/08/terra/
Feito de areia, de montanha e mar aberto
Perto de um riacho onde canta o bem-te-vi.
Os meus irmãozinhos são também pequenininhos,
São da cor da terra, brancos, negros, marrozinhos,
Todos tão morenos como a cor do açaí.
Pisca uma estrela toda apaixonada
Pela nossa Terra tão iluminada
Riso de uma lua, brilho de um mar azul.
Terra, minha linda Terra,
Vejo da janela arredondada como és bela,
Terra, leva-me pra passear.
Terra, minha linda Terra,
Quando cai a chuva cada gota te perfuma.
Terra, quero tanto te abraçar."
Gladir Cabral
http://www.gladircabral.com.br/2011/04/08/terra/
Quando estou triste
"Quando estou triste, leio
Nas letras encontro recreio
Despeço-me do mundo feio
A literatura é um meio
De ver meu dilema
Quando estou triste, rimo,
Faço das rimas, arrimo,
Tiro, das pedras, o limo,
Dou-me um presente, um mimo:
Um novo poema.
Quando estou triste, canto,
Achego-me àquele que é Santo;
E em êxtase, cheio de encanto,
Saio do chão, me levanto.
Esqueço o problema."
Gladir Cabral & Silvestre Kuhlmann
Nas letras encontro recreio
Despeço-me do mundo feio
A literatura é um meio
De ver meu dilema
Quando estou triste, rimo,
Faço das rimas, arrimo,
Tiro, das pedras, o limo,
Dou-me um presente, um mimo:
Um novo poema.
Quando estou triste, canto,
Achego-me àquele que é Santo;
E em êxtase, cheio de encanto,
Saio do chão, me levanto.
Esqueço o problema."
Gladir Cabral & Silvestre Kuhlmann
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